Pactum

Mesmo com cenário negativo, empresas começam a estruturar planejamento estratégico para 2015

02 de setembro de 2014

O segundo semestre do ano é o período em que a maioria das empresas realiza a elaboração do planejamento estratégico para o ano seguinte, fazendo ajustes no plano global da organização e revisando os cenários futuros que se alteram a médio e longo prazos. De acordo com o diretor da Pactum Consultoria Empresarial, o economista Rodrigo Piazzeta, já está se formando o consenso no mercado de que 2015 será um ano muito difícil, com os mercados externo e interno recessivos. “Na Europa e nos Estados Unidos ainda não temos um horizonte muito claro sobre a retomada da economia. Já a China vem reduzindo e estabilizando sua taxa anual de crescimento econômico”, observa.

O Brasil, por sua vez, segue correndo o risco de “estagflação”, fenômeno econômico bastante negativo em que um país apresenta taxas altas de inflação ao mesmo tempo em que cresce com taxas próximas a zero. O governo federal manteve em 3% a sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2015, enquanto o mercado financeiro prevê elevação no PIB de apenas 1,2% no ano que vem.

Por toda essa conjuntura, os gestores estão elaborando planos pessimistas. Embora a maioria das empresas esteja propensa a ser mais conservadora, Piazzeta aponta que esses momentos de crise podem representar uma boa oportunidade para desenvolver novos mercados ou inovar em algum processo. “Geralmente em momentos difíceis que a criatividade aparece, ainda mais se a empresa se encontrar preparada em função de um planejamento bem feito e executado”, descreve ele.

Indispensável para toda empresa, o planejamento estratégico trata dos fundamentos da companhia, devendo analisar indicadores de diversas naturezas, como níveis de satisfação de clientes, eficiência e desperdício nas linhas de produção, indicadores macroeconômicos dos principais mercados, dados de concorrentes, entre outros. “A revisão anual do planejamento estratégico envolve confrontar a realidade com o plano, revendo o que deu certo ou não, ajustando a estratégia de acordo com possíveis alterações nos cenários originalmente projetados”, observa o diretor da Pactum.

Piazzeta informa que, quando se planeja bem e se executa de maneira eficaz o plano traçado, torna-se muito mais fácil detectar as estratégias corretas, as erradas e aquelas que sofreram alterações por conta de mudanças não previstas. “Com um bom planejamento, a empresa consegue responder mais rapidamente ao mercado”, conclui.

Fonte: http://miriangasparin.com.br

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