Pactum

Horizonte com muitas dúvidas

18 de setembro de 2014

Com a recente mudança no quadro eleitoral brasileiro, os setores produtivos começaram a projetar quais as consequências para o curto prazo da economia nacional. Para a economista da Fecomércio RS, Patrícia Palermo, a economia brasileira “parou” em consequência de uma combinação de falhas na condução de política econômica. E há uma certeza: a solução terá que vir de dentro das empresas, com treinamento de pessoas e sistemas de gestão mais eficientes. Confira abaixo quais as principais tendências projetadas pela entidade.

Qual a perspectiva da economia nacional em relação ao processo eleitoral?

O processo eleitoral tem sido mais um componente de incerteza na economia brasileira. O quadro atual se mostra como o mais indefinido dos últimos tempos. A economia brasileira “parou” em consequência de uma combinação de falhas na condução de política econômica, e agora aguarda um mínimo de definição do cenário eleitoral. Se a situação vencer terá que reinventar o jeito de governar dado que o modelo implementado dá claros sinais de ser incapaz de gerar o crescimento desejado e necessário. Se a oposição vencer as eleições enfrentará uma resistência forte no congresso de um grupo que agora conhece todos os meandros da máquina pública.

Sem redução dos gastos públicos, quais as reivindicações do setor para a política fiscal brasileira?

Do ponto de vista dos gastos públicos, é urgente aumentar a eficiência. Do ponto de vista da tributação, algo fundamental é a simplificação. É inadmissível que no Brasil um empresário gaste cerca de 2600 horas/ano para enfrentar a burocracia ligada ao pagamento de tributos e que, ainda assim, defronte-se com um passivo tributário oculto. Assim, se a situação vencer é difícil acreditar que teremos avanços significativos nessa direção. Se a oposição for vencedora, a acomodação dos partidos no novo governo oportunizaria a implementação das reformas tributária e previdenciária, ainda que de forma fatiada e incompleta.

Com o cenário projetado para a economia brasileira até 2015, quais as alternativas para elevar a competitividade?

A elevação da competitividade terá que vir de dentro das empresas. Treinar funcionários, implementar sistemas de gestão mais eficientes, gerir estoques de forma mais atenta, inserir-se mais no mercado internacional como comprador e vendedor, bem como estimular a concorrência entre fornecedores são formas de minimizar perdas e aumentar ganhos em um cenário em que as vendas deverão se expandir a taxas mais lentas do que as verificadas nos últimos anos.

Qual a visão da Fecomércio sobre as alterações feitas nas políticas tributária e trabalhista?

As principais alterações legislativas no campo tributário pelo Governo Federal foram a atualização da tabela do Simples Nacional e o recolhimento da contribuição previdenciária sobre o faturamento para algumas atividades. A primeira, em parte, foi neutralizada pelo Governo Gaúcho que apresentou novos percentuais de desconto às novas faixas de receita bruta no Simples Gaúcho. A segunda, por sua vez, como funcionou de maneira impositiva, impediu que cada empresa avaliasse se a medida era ou não positiva para o seu caso em particular e, assim, optasse pela contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos, como era anteriormente, ou sobre o faturamento como propunha a nova legislação.

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